A noite no hospital era uma daquelas em que o tempo parecia se arrastar com crueldade. As luzes frias do corredor filtravam pelas janelas do quarto, lançando sombras longas sobre o chão branco. Sentado em uma poltrona ao lado da cama de Giulia, eu a observava dormir. Seu rostinho corado pela febre, a respiração mais pesada do que o normal. Isabella estava sentada na outra poltrona, os joelhos recolhidos ao peito, tentando manter-se desperta enquanto acariciava distraidamente os próprios braços.