Acordei antes do despertador tocar.
Não era exatamente um feito raro — o sono tem me escapado com frequência nos últimos meses. Mas naquela manhã, havia algo diferente no ar. Talvez fosse o cheiro de café vindo da cozinha, ou o som abafado da voz suave de Isabella cantando baixinho uma música infantil. Ou talvez fosse só essa inquietação que tenho sentido desde que ela chegou — uma presença silenciosa que, aos poucos, tem se infiltrado nos espaços onde antes só existia ausência.
Desci as escadas