Acordei com a luz atravessando as frestas da cortina. O quarto ainda cheirava a calmante e arrependimento. Tentei me virar para o outro lado, mas o peso da noite anterior ainda estava ali — a discussão, o tom dele, o meu descontrole. Dormir não resolveu nada. Só adiou o que eu não queria encarar.
Hoje eu não tinha aula. Poderia ficar deitada, fingindo que nada aconteceu. Mas o som leve vindo do corredor — o arrastar de uma cadeira, o clique discreto de um frasco — me fez levantar.
Enfiei o roup