A casa estava mergulhada em silêncio.
Giulia dormia profundamente há pelo menos meia hora. Depois de um dia inteiro correndo atrás de piratas e comendo balas coloridas, ela apagara assim que encostou a cabeça no travesseiro.
Eu desci para pegar um copo d’água e encontrei Miguel na cozinha, encostado na bancada, com uma xícara de chá nas mãos. Ele vestia uma camiseta cinza simples e uma calça de moletom escura. Descontraído. Um pouco desarrumado. E perigosamente encantador.
— Chá? — ofereceu, ao