Eu podia jurar que meus dedos ainda carregavam o calor do rosto dele.
Tinha voltado para o quarto da Giulia com a desculpa de conferir se ela estava coberta, mas a verdade era que eu precisava respirar. O ar na cozinha tinha ficado denso. Quente. Inabitável.
Não foi um beijo. Não foi.
Mas meu corpo não sabia disso.
Aquela aproximação, o jeito como os olhos do Miguel pararam nos meus, como se vissem além aquilo tinha me atravessado como uma corrente elétrica. Por um segundo, desejei que ele não t