O trânsito de São Paulo parecia um teste de paciência.
Cada farol vermelho, cada buzinada, cada minuto parado me lembrava que, enquanto eu esperava, minha filha estava doente — e eu, um idiota, nem tinha percebido.
Quando finalmente estacionei em frente à escola, saí do carro às pressas. Entrei pelo portão principal e segui direto para a secretaria. O cheiro familiar de giz e álcool em gel me atingiu junto com a sensação amarga de culpa.
Uma mulher de terno claro e coque apertado me recebeu ass