Quando o carro parou diante do prédio, senti meu peito apertar de uma forma diferente daquela que me sufocava horas antes no aeroporto. Não era mais o peso da culpa, mas uma expectativa nova — quase como quando levei Giulia pela primeira vez para conhecer a casa onde hoje construímos a nossa vida. Só que, desta vez, era minha mãe que eu trazia comigo.
Ela estava ao meu lado, quieta, olhando para cima como se medisse cada andar com os olhos. A mão dela descansava sobre a bolsa no colo, mas os de