Eu não sabia exatamente o que esperar do apartamento de Noah. A última vez que tinha estado lá, antes de tudo mudar, era só um espaço criativo, cheio de telas inacabadas, pincéis espalhados e aquele cheiro inconfundível de tinta misturado a café. Um estúdio, com um mezanino onde ficava a cama dele, a cozinha integrada e um sofá gasto que, na época, era mais um depósito improvisado de quadros do que um lugar para sentar.
Mas agora, quando ele abriu a porta e me deixou entrar, minha boca se abriu