O sol de Madrid entrava pelas cortinas finas do apartamento alugado, iluminando o quarto com uma luz dourada e preguiçosa. Eu tinha acordado cedo, mesmo depois de uma noite mal dormida. Entre viagens, reuniões com a galeria e os últimos ajustes para minha primeira exposição, meu corpo pedia descanso, mas minha mente não desligava.
Sentei-me diante da tela em branco, os pincéis espalhados pela mesa improvisada como se estivessem me julgando. Tentei pintar. Tentei deixar a cor guiar minha mão, ma