O relógio marcava pouco depois das três da madrugada quando o telefone do solar voltou a tocar. Isabel atendeu num sobressalto; o coração já pressentia o pior. Do outro lado da linha, a voz trêmula de Clara parecia vir de um abismo.
— Isabel… houve um ataque.
— Um ataque? — a palavra saiu entrecortada. — Onde está o Gabriel?
Houve um breve silêncio antes que a advogada respondesse:
— Ele foi atingido. Está a caminho do hospital.
A caneca que Isabel segurava caiu de suas mãos, estilhaçando-se no