A noite em Valdívia trazia consigo um frio que cortava. Adriano Monteiro estava novamente trancado em seu escritório, com os olhos fixos nas chamas da lareira. A bebida sobre a mesa já não aquecia — apenas acentuava a raiva. Desde que as investigações haviam se intensificado, dormia pouco e confiava em menos pessoas.
Um telefonema interrompeu o silêncio. Ele atendeu com impaciência.
— Fale.
— Senhor Monteiro, temos um problema — disse a voz do outro lado. — A advogada Clara Menezes. Ela saiu da