O dia no solar começou com uma calma quase enganosa. O céu estava limpo, e o vento soprava suave, espalhando o perfume das flores recém-abertas. Isabel caminhava pelo jardim, sentindo os pés leves sobre a grama úmida. A memória da noite anterior — a confissão, o toque de Gabriel em sua mão, a promessa silenciosa de aprenderem juntos — ainda a aquecia por dentro.
Ela se surpreendia com a rapidez com que sua percepção mudava. O solar, antes um espaço de lembranças e de obrigações, agora parecia a