ALEXIA DINIZ
Eu estava no apartamento, afundada no sofá, a mente revivendo cada detalhe da cena no camarim. O grito de Daniela, a forma como ela se jogou, o olhar de pânico de Matteo, e a total ausência de um olhar para mim. A dor da traição era quase física, e a sensação de que ele havia acreditado nela, ou pelo menos agindo como se acreditasse, me sufocava.
O som da chave na fechadura me fez sobressaltar. A porta se abriu, e Matteo entrou, o rosto ainda tenso, mas com um alívio visível em