Laura
Laura Martins desceu os degraus do edifício espelhado do Grupo Martins como quem retorna de uma guerra. O salto fino de seus Louboutins ecoava como um relógio de contagem regressiva nas lajes frias do estacionamento privativo. Cada passo era uma súplica muda para que o peso em seus ombros se dissipasse. Mas não havia alívio naquele fim de tarde abafado.
Ela parou ao lado do carro blindado, respirou fundo e soltou o ar com raiva. O motorista prontamente abriu a porta do carro.
Os abut