Alberto
Alberto Darius deslizou o tablet sobre a mesa de carvalho escuro, olhos vertiginosos fixos na tela onde Tiago acabara de lhe enviar a digitalização do testamento de Leonora Martins. A sala de reuniões, no topo da Acrópole, a torre que levava o nome de seu avô, estava silenciosa, exceto pelo zumbido distante das centrais de ar e o tilintar de uma xícara de café sobre seu pires de porcelana negra.
As cláusulas saltavam aos olhos como armadilhas disfarçadas. Leonora, irmã mais velha de Laur