Sam
Samanta mal podia acreditar que aquele era o seu novo lar. A casa imensa e banhada pela luz suave do entardecer parecia saída de um sonho, um sonho que, durante tanto tempo, ela achou que nunca teria o direito de viver.
Os corredores amplos ainda cheiravam a madeira nova e perfume de lavanda. Tapetes macios, cortinas leves e móveis modernos compunham um ambiente onde o passado doloroso era apenas um eco distante. Ela passava as mãos pelas paredes como quem abençoava cada centímetro daquele