Sam
O relógio marcava três da madrugada, quando Samanta desistiu de lutar contra o sono que não vinha. Estava deitada ao lado de Alberto, o peito dele subindo e descendo lentamente, a respiração profunda denunciando o descanso que a ela era negado.
O quarto estava silencioso, envolto na penumbra azulada da madrugada, e mesmo assim, o nó em sua garganta parecia mais barulhento do que qualquer tempestade.
Ela se virou de lado, buscando abrigo no peito dele, mas os olhos, abertos e secos, fitavam