Adrian
A toca estava silenciosa, envolta em sombras e no calor abafado do fogo que crepitava no centro. O ar cheirava a terra úmida e fumaça, misturado ao perfume doce e inconfundível de Elara, que permanecia sentada perto da parede de pedra, as pernas dobradas e os olhos perdidos nas chamas.
Ela parecia tão pequena ali, cercada por tanta história e condenação, e ainda assim, irradiava algo impossível de ignorar — uma presença que atraía o olhar, o instinto, o coração.
Meu pai estava diante de