Elara
Eu me lembrava, a cada batida do coração, que eu havia tocado em algo que nunca deveria ter sido meu segredo.
Foi então que ouvi.
O som seco da porta se abrindo. O estalo das botas contra o chão de madeira. A respiração firme, carregada de um peso que sempre me fizera encolher. Meu pai.
— Elara? — a voz dele ecoou pela casa, grave, carregada de autoridade.
Meu corpo inteiro enrijeceu. Fechei os olhos por um instante, como se o escuro pudesse me proteger, mas não havia como escapar. Quando