(POV Ivy)
O escuro foi a primeira coisa que aprendi a chamar de lar.
Não o escuro da noite, que respira com a lua e acalenta os lobos.
Mas o escuro da pedra fria, das correntes que rangem, do silêncio imposto.
O escuro da Ordem.
Fechei os olhos e, mesmo agora, anos depois, ainda sinto o cheiro da fumaça queimando a aldeia quando me levaram. O fogo subia alto, e eu corri. Corri como quem não tinha pernas, apenas instinto. Não corria por mim — corria por ela. Selene. Pequena, frágil, de olhos tão