(POV Selene )
A primeira coisa que senti foi o peso. Não da coberta áspera sobre meu corpo, mas do selo queimando no peito, latejando como lembrança viva da noite que não devia ter existido — mas existiu.
Abri os olhos devagar. O teto de madeira da cabana me recebeu com suas rachaduras antigas, desenhando mapas que eu nunca quis ler. Suspirei, e aí o vi.
Elias.
Deitado ao meu lado, o braço jogado sobre o travesseiro como se o mundo não fosse guerra. O rosto marcado pela vida de caçador parecia,