(POV Selene )
O silêncio da cabana de Elias não era silêncio de paz.
Era silêncio de faca prestes a cortar.
O cheiro dele estava em todo lugar: ferro, couro, fumaça e algo mais fundo, que eu não conseguia nomear, mas que me puxava como ímã. O espaço era pequeno demais, sufocante demais, e o olhar dele em mim era como fogo contido, pronto para explodir.
— O que você está fazendo aqui? — ele rosnou, a voz grave, carregada de raiva. Não raiva qualquer, mas aquela que arrasta junto coisas que ningu