(POV Selene )
O silêncio da madrugada ainda se agarrava à clareira, pesado como manto encharcado. A fogueira era só brasa, e o frio se infiltrava pela pele como se quisesse me lembrar de que eu estava viva — e ferida. O ombro latejava debaixo da bandagem, mas não era a dor física que mantinha meus olhos abertos.
Era o peso do que Caelan dissera.
As palavras dele, cuspidas rente ao meu rosto, ainda queimavam dentro de mim: “Se você morrer, eu destruo este mundo inteiro.”
Era ameaça. Era promessa