(POV Selene)
O som dos gritos ecoava por toda a mata.
Não eram só gritos de guerra — eram cânticos, palavras cuspidas como maldição. Cada vez que um caçador caía, outros dois surgiam no lugar, mais fanáticos, mais vorazes. O ar estava espesso demais, cheirando a pólvora, sangue e ferro queimado.
Meus punhos latejavam, mas não doíam. Eu batia, golpeava, chutava, e meu corpo parecia não cansar. A cada impacto, o selo queimava mais, pulsando como se tivesse vontade própria.
Mas não era suficiente.