(POV Selene)
O silêncio daquela noite não era o mesmo das outras.
Era vivo.
Latejava junto com o selo.
Eu estava deitada no colchão improvisado, os olhos abertos, fitando as sombras que dançavam no teto. Meu corpo ainda queimava da madrugada anterior, quando o selo tinha pulsado até iluminar toda a caverna. Mas agora era diferente. Não era só calor. Não era só energia.
Era fome.
E não era só minha.
Eu sentia.
Cada respiração deles.
Cada olhar que não se escondia.
Cada desejo contido à força.
Do