(POV Dorian)
O silêncio da manhã tinha peso.
Não era o mesmo silêncio da noite, cheio de gemidos, gritos e da explosão de poder que tinha quase derrubado o galpão.
Era outro.
Denso.
Cheio de respostas que eu não podia mais adiar.
Selene dormia encolhida no colchão improvisado, o corpo nu coberto apenas por um cobertor gasto. Os cabelos desgrenhados se espalhavam pelo travesseiro improvisado, a boca entreaberta, a respiração calma demais para alguém que tinha feito o que ela fez horas atrás.
Eu