(POV Selene)
O primeiro soco não deixou hematoma.
Nem o segundo.
Nem o terceiro.
Parei, ofegante, olhando meus próprios dedos. Não havia dor, nem marcas roxas, nem o ardor conhecido de quando exagerava nos treinos. A pele estava intacta. Como se o saco de areia não tivesse devolvido impacto nenhum.
Rolei os ombros, tentando afastar a estranheza. O corpo inteiro parecia vibrar, pulsar de uma energia que não era minha. Era como se cada músculo tivesse acordado, mais rápido, mais forte, mais vivo.