(POV Selene)
O sono não veio. Nem por um segundo. Fiquei deitada, mas era como tentar dormir sobre brasas. O selo pulsava no pulso como se tivesse coração próprio, cada batida mais forte, mais íntima. Fechei os olhos, mudei de posição, cobri a cabeça — nada. O silêncio do depósito tinha um peso que me esmagava.
Cada estalo do metal era uma ameaça. Cada sopro do vento pelas janelas quebradas parecia chamar meu nome. Eu sabia que era paranoia. Só que, desde o ritual, até o silêncio respirava com