(POV Selene)
O depósito ainda estava no mesmo lugar, mas nada nele parecia igual. Desde o selo, o ar parecia mais denso, as sombras mais vivas. Até o silêncio tinha um peso novo, como se respirasse comigo.
Eu estava de pé, ainda dolorida da noite anterior. O casaco da minha tia repousava dobrado sobre a mesa, lembrança e ameaça ao mesmo tempo. Não queria encostar nele. Cada vez que olhava, lembrava do bilhete. “Não venha.” Mas já era tarde para isso.
— De pé. — A voz de Ronan cortou o ar, fir