(POV Selene)
A marca ainda ardia na minha mente quando finalmente consegui fechar os olhos. A lua mordendo o próprio rabo, desenhada em tinta escura e fumaça, parecia me observar até dentro dos sonhos.
Não dormi de verdade. O que tive foram fragmentos — estalos de galhos, olhos vermelhos brilhando, o grito que não parecia meu. Cada vez que acordava, sentia o corpo suado, a cicatriz queimando, e o silêncio pesado dos outros ao redor.
Quando o primeiro clarão cinzento do amanhecer entrou pelas