A manhã seguiu com um tipo de tensão que não fazia barulho, mas fazia sombra.
O tipo de silêncio que Helena reconhecia: não o natural, mas o observado.
O ar parecia ter olhos.
As paredes, ouvidos.
Kael caminhava pelo pátio com o passo do Alfa — firme, territorial, dono do chão que pisava —, mas toda vez que passava perto de Helena ele desacelerava, como se o corpo dele estivesse aprendendo a respirar no ritmo dela.
Lyria estava com Marta no fundo da casa, tentando aprender a amarrar um pe