Simon Kaelen
O peso da herança Kaelen nunca foi leve, mas em Carleon ele parecia ter ganhado toneladas extras. Eu estava no escritório da Thorne há dias, e o cheiro de mofo e má gestão estava me sufocando. Demiti três diretores hoje pela manhã; homens que achavam que podiam se esconder sob o tapete da minha suposta ausência.
A repercussão foi imediata, a imprensa rugindo do lado de fora, mas eu não me importava. Eu não estava ali para ser amado, estava ali para sangrar a Thorne até que ela se curvasse ao meu comando.
No entanto, o que realmente me incomodava não era a economia. Era Dante.
Meu braço direito estava estranho. Distante. O olhar que sempre antecipava meus movimentos agora parecia perdido no horizonte cinzento da cidade.
— Algo errado, Dante? — perguntei, sem tirar os olhos de um relatório de ações.
Ele demorou a responder. Uma falha de milissegundos que, no nosso mundo, pode custar a vida.
— Apenas o cansaço da viagem, senhor. Nada que comprometa meu serviço.
— Você falhou