Nicole’s P.O.V.
A chuva fina deslizava pelo vidro escuro do carro enquanto o mundo lá fora se tornava um borrão de luzes e sombras. Nicole apoiou o queixo na mão, observando o reflexo do próprio olhar — olhos azuis tão frios quanto o céu antes da tempestade. O motorista, em silêncio, mantinha o veículo em velocidade constante pelas estradas vazias que levavam ao norte, onde o concreto da cidade dava lugar à neblina densa e ao cheiro úmido das montanhas.
O som do comunicador quebrou o silêncio.