LUANA POV
A chuva castigava as ruas da Cidade A como se o céu tentasse lavar os pecados das famílias.
Luana corria com as malas, o capuz encharcado, o som dos relâmpagos engolindo os próprios pensamentos.
Não havia volta.
Deixara para trás o palácio de vidro, os corredores cheios de ecos da mãe e o nome Monteiro, que agora lhe soava como maldição.
O vento trazia o cheiro de ferro e maresia.
Os carros-autônomos passavam ao longe, refletindo luzes vermelhas sobre as poças d’água.
Ela par