A chuva começou de madrugada. Grossas gotas batiam contra o vidro panorâmico do edifício Genevesse, escorrendo em linhas tortas, como se a cidade chorasse em silêncio.
Do alto, o trânsito parecia uma serpente de luzes vermelhas; cada farol refletia a mesma cor do sangue que corria invisível nas veias das seis famílias.
Isabela estava de pé diante da janela, o casaco negro cobrindo o corpo magro. Os cabelos, agora soltos, caíam sobre os ombros, molhando o tecido.
O reflexo no vidro mostrava um