CAPÍTULO 107
Quando a ferida não pede consolo, pede guerra.
O carro avançava pela avenida como se fugisse de um incêndio. Alinna tremia no banco de trás, o rosto afundado entre as mãos. Jarbas, ao volante, lançava olhares aflitos pelo retrovisor.
— Minha menina… — a voz dele saiu quebrada. — Me conta. O que aconteceu lá dentro?
Ela não respondeu de imediato. As lágrimas eram tantas que escorriam pelo pescoço, borravam a gola de seda. Só depois de longos segundos, ergueu o rosto, os olhos vermel