CAPÍTULO 22
A saudade tem cheiro, gosto e silêncio
Caio entrou em casa às 23h em ponto. A mansão estava mergulhada num silêncio incômodo, quase agressivo. Nenhuma voz, nenhuma risada, nenhum som de passos. Apenas a luz discreta da escada acesa, como um sussurro distante dizendo “ela não está aqui”.
Ele largou as chaves sobre o aparador com um baque seco e caminhou devagar pelo hall. Cada cômodo que atravessava parecia mais vazio que o anterior. Na cozinha, apenas o cheiro do café da manhã que