CAPÍTULO 126
Quando a verdade chega tarde demais
O celular descansava sobre a mesa, como um corpo depois da guerra. A tela escura refletia o rosto de Alinna — inchado, vermelho, úmido — e o de Caio logo atrás dela, tenso, quieto, carregando a dor de quem queria resolver o que nunca pôde.
O silêncio era grosso, feito de lágrimas engolidas. Alinna respirava rápido, como se cada fôlego fosse uma luta.
— Amor… — Caio começou, hesitante, a voz baixa, quase temendo quebrar mais um pedaço dela. — Voc