CAPÍTULO 159
Quando a vingança erra o continente
LUCAS SANTORO
Dois rapazes atravessaram a rua correndo, rindo. Um vendedor ergueu um buquê de tulipas. Eu me vi refletido no vidro de uma vitrine: terno impecável, rosto calmo, mãos nos bolsos. Quem me olha assim pensa que eu sorri de verdade.
Meu telefone vibrou. Mensagem no canal escuro.
N: “ouro velho?”
Ri sozinho. Ele queria saber se a rua estava livre. Escrevi devagar, com a mão que não treme:
S: “ouro gasto.”
Você aprende cedo, na Sicília: