CAPÍTULO 120
Quando o amor decide que é hora de respirar antes de mergulhar nas feridas.
O silêncio ainda pesava no escritório. A carta de Eduard repousava sobre a mesa, como um espectro que parecia se recusar a desaparecer. As lágrimas de Alinna secavam devagar no peito de Caio, e ele sabia que, se deixasse, ela voltaria a abrir aquelas páginas e se afundaria outra vez.
Ele passou a mão devagar pelo cabelo dela, os dedos firmes, mas ternos.
— Amor… vamos fazer o seguinte — disse, baixinho, a v