Mikhail Vasiliev
Dias depois…
Estava ali, sentado na poltrona do meu escritório, sem terno, primeiros botões da camisa abertos, praticamente jogado na cadeira, o dedo indicador girando na borda do copo com o uísque. Fazia isso só para ter algum som diferente do tic-tac da casa, que agora me parecia um juízo lento.
As olheiras pesavam meus olhos. O cabelo, desgrenhado — coisa que eu não costumava fazer, mas a merda do sono tinha me esquecido. A luz estava baixa porque até a lâmpada estava me irr