Alena Petrova
Eu sempre gostei de livrarias. Mesmo não tendo visitado muitas durante os anos em que estive no convento. Talvez porque nelas eu pudesse fingir, mesmo que por algumas horas, que minha vida era tão simples quanto escolher um novo romance para ler e me perder em suas páginas. Estava sentada em uma cafeteria aconchegante no centro da cidade, com um livro aberto diante de mim e o aroma de café fresco preenchendo o ar. Era um daqueles dias comuns, banais, em que nada parecia fora do lu