Alena Petrova
Entrei no quarto devagar, com medo de acordá-la. Mamãe já estava deitada, o rosto sereno, mas os olhos abriam e fechavam como se lutassem contra o cansaço. Olga ajeitava os lençóis com aquele cuidado de quem já havia feito aquilo mil vezes, mas ainda assim tratava cada movimento como único.
— Está tudo bem, senhorita Alena? — foi só quando Olga perguntou que me dei conta de que chorei em silêncio, pois senti meu rosto molhado.
Respirei fundo e enxuguei o rosto, piscando algumas ve