Alena Petrova
O som de vozes pela casa me tirou do sono. Ainda era cedo demais — nem sete da manhã — mas algo naquele barulho não parecia familiar. Uma das vozes era a voz de Mikhail, mas a outra não era de Ilya. Era uma voz feminina. Mais madura, lenta, carregada de algo que não identifiquei de imediato.
Fiquei alguns segundos deitada, tentando distinguir. O coração acelerou. Quem estaria aqui, a essa hora?
Levantei devagar, esfregando os olhos. Escovei os dentes no banheiro ainda meio sonolen