Marina
Dois dias vazios, silenciosos, lentos demais. Passo as horas sentada à beira da piscina ou afundada no sofá da sala, com um livro nas mãos e a mente longe. Sempre nele. Sempre em Santino.
Pensando em formas de me aproximar. Inventando desculpas. Fantasiando reencontros. Sentindo, acima de tudo, falta daquele ogro.
Sim, ogro. Mas um ogro que me tira o ar com um olhar. E por mais que eu odeie admitir, sinto saudade. Saudade do seu silêncio pesado. Da tensão que ele causa quando entra num a