Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando a família de Valentina Alencar perde tudo, surge uma única chance de salvação: aceitar um casamento por contrato com Leonardo Montenegro, o herdeiro de um dos maiores impérios empresariais do país. O problema? Leonardo está em coma há meses. O acordo é simples: Valentina será sua esposa até que ele acorde ou até que a família Montenegro resolva o destino da fortuna. Mas tudo muda quando, meses depois, Leonardo finalmente abre os olhos. E a primeira coisa que ele faz… é rejeitar o casamento. Frio, arrogante e convencido de que foi enganado, ele deixa claro que jamais aceitaria uma esposa como ela. O que Leonardo não sabe é que, antes do acidente, ele já conhecia Valentina… e foi ele mesmo quem a escolheu para ser sua esposa. Agora, enquanto segredos do passado começam a surgir e sentimentos inesperados nascem entre eles, Valentina terá que decidir: lutar pelo homem que esqueceu quem ela é… ou ir embora antes que seu coração seja destruído outra vez.
Ler maisO cheiro forte de desinfetante parecia impregnar o ar do hospital inteiro. Era um cheiro frio, quase cruel, como se lembrasse a todos que ali dentro a vida estava sempre em disputa.
Valentina Alencar apertou os dedos em volta da bolsa gasta que carregava. Suas mãos estavam frias, mas não por causa do ar condicionado exagerado do hospital. Era nervosismo.
Muito nervosismo.
Ela olhou novamente para a porta de madeira escura à sua frente. Nela estava uma pequena placa dourada:
Sala da Diretoria Médica.
Ao lado dela, um homem alto e sério consultava o relógio de pulso pela terceira vez.
— A senhora precisa entrar agora — disse ele, em tom profissional. — A família Montenegro não costuma esperar.
Valentina assentiu lentamente.
Família Montenegro.
Um nome que qualquer pessoa na cidade conhecia.
Donos de um dos maiores impérios empresariais do país, os Montenegro eram conhecidos por duas coisas: riqueza… e frieza.
Ela respirou fundo.
— Certo.
O homem abriu a porta.
Dentro da sala, duas pessoas estavam sentadas.
Um homem elegante, de cabelos grisalhos e olhar firme, e uma mulher impecavelmente vestida, com uma postura tão rígida que parecia esculpida em mármore.
Valentina reconheceu imediatamente quem eram.
Otávio Montenegro e Helena Montenegro.
Os pais de Leonardo Montenegro.
E também as pessoas que estavam prestes a mudar sua vida.
— Senhorita Valentina Alencar — anunciou o assistente.
O olhar da mulher se ergueu imediatamente.
Helena Montenegro a analisou da cabeça aos pés, sem qualquer disfarce.
O vestido simples.
Os sapatos gastos.
O cabelo preso de forma modesta.
Valentina sentiu como se estivesse sendo avaliada… como um objeto.
— Sente-se — disse Helena, fria.
Valentina obedeceu.
O silêncio na sala era pesado.
Otávio Montenegro foi o primeiro a falar.
— Imagino que já saiba por que está aqui.
Valentina apertou as mãos no colo.
— Sim… senhor.
Mas a verdade era que ainda parecia irreal.
Dois dias antes, ela estava tentando descobrir como pagaria o aluguel atrasado e as contas médicas da mãe.
Agora estava sentada diante de uma das famílias mais ricas do país.
Tudo por causa de uma proposta absurda.
Helena cruzou as mãos sobre a mesa.
— Vamos direto ao ponto — disse ela. — Nosso filho, Leonardo Montenegro, sofreu um grave acidente há quatro meses.
Valentina assentiu.
Todo mundo na cidade sabia disso.
O herdeiro do império Montenegro.
Jovem.
Brilhante.
Rico.
E agora… em coma.
Helena continuou:
— Os médicos dizem que ele pode acordar… ou pode nunca acordar.
O silêncio voltou a tomar conta da sala.
Valentina sentiu o coração apertar.
Ela já tinha visto Leonardo Montenegro antes.
Apenas uma vez.
Em uma revista.
Bonito.
Confiante.
O tipo de homem que parecia ter o mundo inteiro aos pés.
E agora estava inconsciente em um leito de hospital.
Otávio Montenegro apoiou os braços na mesa.
— Nosso problema não é apenas médico.
Valentina ergueu o olhar.
— Nosso filho é o único herdeiro do grupo Montenegro — continuou ele. — E existem questões legais envolvendo o controle das empresas.
Helena completou, sem emoção:
—Questões que exigem que Leonardo seja…casado.
Valentina sentiu seu estômago se abrir.
Ali estava.
Uma parte ridícula.
Otávio abriu um pacote de massa que estava sobre a mesa e entregou um documento a ela.
— Este é o contrato.
Valentina olhou para as páginas.
Seu nome estava lá.
Preto no branco.
— Ela será ungida — disse Helena — e se tornará a esposa legal de Leonardo Montenegro.
O coração dela disparou.
— Mesmo estando... em coma?
Helena encarou.
— Principalmente por causa disso.
O silêncio.
Valentina olhou recentemente para o documento.
Essas palavras pareciam pesar toneladas.
Casamento legal.
Contrato de coabitação.
Sigilo absoluto.
Mas o que realmente aconteceu foi que seu coração falhou a batida foi a última cláusula.
Compensação financeira suficiente para eliminar todas as perdas da família Alencar.
Ela sentiu a garganta abrir.
As contas médicas da mãe.
O aluguel em atraso.
A ameaça de despejo.
Uma constante sensação de afogamento.
Otávio falou novamente.
— Você não precisará fazer nada além de manter a imagem pública de sua esposa.
Helena completa:
— Nosso filho está inconsciente. Portanto, este casamento será... pouco formal.
Valentina o olhar.
— E… ele vai se lembrar?
Os olhos de Helena brilhavam com algo que parecia impaciência.
— Nesse caso, será decidido se o casamento será mantido ou dissolvido.
Simples assim.
Como é que a vida da fossa se resume a uma mera cláusula?
Otávio inclinou-se ligeiramente para a frente.
— Você terá segurança financeira.
— Um apartamento.
— Assistência médica para sua mãe.
Ele fez uma pausa.
— Tudo o que pedimos é discriminação… e obediência ao contrato.
Valentina sentiu seu coração bater forte no peito.
Aquilão era loucura.
Casar com um homem que nem sabia que ela existia.
Um homem de quem talvez você nunca se lembrasse.
Ou pior…
Um homem que pudesse se lembrar dela e odiá-la.
Mas então uma imagem surge em sua mente.
Minha mãe está deitada na cama do pequeno apartamento.
Falhar.
Cansado.
Sorrir mesmo quando era óbvio.
Valentina olhou para você por um segundo.
Ao abrir você novamente, ele tomou a decisão mais difícil de sua vida.
Ele bateu com uma caneta na mesa.
Helena Montenegro observava cada movimento.
— Senhorita Alencar — disse ela, fria. — Tem certeza de que entendeu o que está fazendo?
Valentina respirou fundo.
— Sim.
acordo.
A tinta pode deslizar no papel.
Valentina Alencar Montenegro.
O contrato foi concluído.
Mas ela ainda não sabia que aquilo seria apenas o começo.
Porque alguns dias depois…
Leonardo Montenegro abriria seus olhos.
E a primeira coisa que aconteceria com ela seria... como ela encontrou um completo estranho.
O dia inteiro foi tomado por uma única certeza: aquela noite mudaria tudo.Valentina estava no quarto, parada diante do espelho, enquanto uma equipe organizava vestidos sobre a cama.Tecidos elegantes.Cores sofisticadas.Tudo pensado para impacto.Mesmo assim, ela não conseguia focar na escolha.Sua mente estava em outro lugar.— Esse evento não é só aparência — murmurou.— Nunca é.A voz de Leonardo veio da porta.Ela virou o rosto.Ele já estava pronto.Terno escuro.Impecável.Frio.Mas havia algo diferente nele.Mais atento.Mais perigoso.Valentina o observou por um segundo.— Você parece alguém indo para uma guerra.— Porque é exatamente isso.O silêncio que seguiu era real.Ela voltou a olhar para o espelho.— Então a gente não pode errar.— Não vamos.A resposta dele veio firme, sem hesitação.Minutos depois, ela escolheu o vestido.Preto.Elegante.Simples na medida certa.Mas com presença.Quando saiu do closet, Leonardo já estava esperando.O olhar dele passou por ela.Len
A volta para a mansão foi silenciosa.Mas não era um silêncio vazio.Era carregado, denso, como se tudo tivesse mudado de lugar dentro deles.Agora havia um rosto, um nome, uma intenção clara.E isso tornava tudo mais perigoso.Valentina entrou no quarto e caminhou direto até a janela. O corpo ainda tenso, a mente acelerada.— Ele queria que você visse — disse ela.Leonardo tirou o relógio e o apoiou sobre a mesa.— Sim.— Aquilo não foi acaso.— Não.O silêncio que seguiu não deixava espaço para dúvida.— Ele não está escondendo nada — continuou ela. — Está controlando o cenário.Leonardo se aproximou e parou ao lado dela.— Ele sempre faz isso.Valentina virou o rosto.— Você conhece bem demais.Ele demorou um segundo antes de responder.— O suficiente.Antes que ela pudesse insistir, bateram na porta.Leonardo abriu.Um dos funcionários estava ali, segurando um envelope.— Senhor Montenegro.Ele entregou o envelope e saiu.Leonardo fechou a porta.Valentina observava.— O que é?El
O tempo pareceu desacelerar.Valentina sentiu isso no corpo.Na respiração.No silêncio pesado entre um segundo e outro.O homem ao lado do segurança caminhava com calma, como se aquele lugar fosse dele.E, de certa forma…Era.— Quem é ele? — perguntou Valentina, baixo.Leonardo não tirou os olhos do homem.— Alexandre Vilar.O nome caiu como um peso.— CEO da Vortex.O coração dela acelerou.— Então…— Sim.A resposta veio direta.— Ele é quem está por trás disso.Silêncio.Mas agora…Tudo fazia sentido.—Alexandre parou por um instante, próximo à recepção.Falava algo baixo com o segurança.Mas não parecia alguém que precisava se esconder.Pelo contrário.Parecia confortável.Confiante.No controle.—Valentina observava.— Ele não parece preocupado.— Porque acha que está na frente.Leonardo respondeu.A voz fria.Calculada.— E você vai deixar isso assim?Ele finalmente desviou o olhar.Para ela.— Não.Silêncio.Mas perigoso.—— A gente precisa sair daqui — disse Gabriel, em t
A confirmação mudou tudo.Agora não era mais suspeita.Era certeza.E certeza… exigia ação.—O escritório estava em silêncio quando Leonardo entrou.Valentina veio logo atrás.Gabriel já estava lá.O clima era diferente.Mais pesado.Mais direto.— A gente precisa avançar — disse Leonardo.— Sem erro.Gabriel assentiu.— O segurança ainda não percebeu que foi descoberto.— Ótimo.Valentina cruzou os braços.— Isso nos dá vantagem.Silêncio.Mas estratégico.—— A gente precisa fazer ele dar mais um passo — continuou ela.Leonardo olhou para ela.— Mais arriscado.— Mais revelador.Gabriel inclinou levemente a cabeça.— Você quer puxar mais informação.— Quero saber quem está acima dele.Silêncio.Mas necessário.—Leonardo pensou por alguns segundos.— Então a gente aumenta a pressão.— Como?Ele se aproximou da mesa.— A gente cria urgência.— Algo que force ele a agir rápido.Valentina assentiu.— E cometer erro.— Exato.—O plano foi simples.E perigoso.Uma nova informação.Mais





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