Rita subiu o corredor ajeitando a blusa como quem se prepara para enfrentar um touro bravo usando somente um clipe e a coragem de uma viúva italiana.
Ela nem havia aberto a porta e já sentia a tensão vazando pelas frestas do escritório.
Máximo Sforza andava de um lado para o outro como se estivesse prestes a declarar guerra a alguém, ou a si mesmo.
A camisa impecável, as mangas dobradas até o antebraço, e aquele olhar de “se alguém respirar errado eu vou reorganizar a vida dessa pessoa com uma planilha”.
Quando ouviu a porta abrir, ele virou tão rápido que Rita até deu um passo para trás.
— Finalmente. Ele disse, seco.
Rita respirou fundo, entrou e fechou a porta com o cuidado de quem fecha o portão de um zoológico após soltar o leão.
— Bom dia para você também, chefe.
Máximo não riu. Nem piscou. Só fixou nela um olhar que carregava pressa, desespero e teimosia empacotados num terno italiano.
— Como ela está? Ele perguntou, direto, sem rodeios.
Rita colocou as mãos na cintura.
Ele sem