Tina atravessou o jardim tentando se acalmar.
O coração batia tão rápido que mal conseguia respirar direito.
— Não dá para ficar aqui… Murmurava para si mesma. — Se cada um que conhecia a tal Valentina quiser me abraçar e fazer perguntas, eu vou enlouquecer.
Rita a viu chegando, percebeu que ela estava nervosa. Não… ela estava assustada.
— O que foi, menina? Parece que viu um fantasma.
— Acho que vi mesmo! Tina largou a bolsa no banco. — Aquele homem… o senhor Máximo… apareceu lá em casa ontem.
Rita sabia, ela o ajudou a fazer o contrato, mas fingiu não saber.
— O Imperador foi até a sua casa? Rita arqueou as sobrancelhas, fingindo surpresa.
Tina deu um meio sorriso nervoso.
— Esse mesmo. E me convenceu a assinar o contrato, eu assinei, mas já me arrependi. Rita… ele me olha de um jeito estranho, como se estivesse vendo outra pessoa no meu rosto… e aquele tal Lucas me segurou pelos ombros e quase chorou como se eu fosse a reencarnação da tal Valentina.
Rita soltou um suspiro teatral.