O quarto ainda estava mergulhado naquela penumbra azulada da madrugada quando Tina desistiu de fingir que conseguiria voltar a dormir.
Algo dentro dela pulsava, não era ansiedade, nem medo. Era… saudade. Da mais perigosa: a que vem mansa.
Ela se sentou na cama, respirou fundo e olhou outra vez para a cadeira no canto.
Máximo continuava lá, enorme, dobrado de um jeito impossível, como se tivesse decidido lutar contra a gravidade e perdido feio.
Tina levantou devagar, pés descalços no chão frio,