A desculpa nada perfeita

Rita entrou no escritório com a expressão de quem já tinha a solução perfeita para um problema que Máximo ainda nem sabia que tinha.

Ela colocou um papel sobre a mesa dele.

— O que é isso, Rita? Ele perguntou, franzindo o cenho.

— A data da última frutificação da jabuticabeira do jardim. Respondeu ela, séria demais para não estar aprontando. — Vá até a Tina e diga que quer saber quando será a próxima florada.

Máximo piscou, confuso.

— Próxima… florada?

— Isso, Máximo. Rita disse devagar, como se estivesse ensinando uma criança.

— Jabuticabeira primeiro fica branca de flor, depois dá fruto. O senhor nunca reparou, não?

Ele semicerrou os olhos, claramente perdido.

— Não. Mas vou lá.

Rita quase revirou os olhos de tão forte que segurou o impulso.

Máximo pegou o papel, que mais parecia uma desculpa de última hora datilografada, e saiu marchando pelo corredor, com a cara de quem estava indo “inspecionar um fenômeno botânico”, quando todo mundo sabia que ele só queria ver Tina.

E Rita sabi
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